quarta-feira, 22 de junho de 2011

A cultura junina e seus prazeres

Estive na cidade de Nísia Floresta, fui participar como mãe do arraiá da Escola Municipal Yayá Paiva. Chegando lá fui contagiada pelos festejos juninos e senti vontade de escrever no blog e postar algumas fotos da galera. Então vou tentar fazer uma matutagem de texto e ver no que vai dar. 
São João que se preza, tem que ter comidas típicas e quadrilha.
Todos se juntam, se enfeitam e se empiriquitam.
Meninas viram moças
Rapazes galamprão
O arrasta pé comanda
Viva o São João!
A quadrilha começa
todos se juntam
É anavam, anarriê
Forma o círculo pra sangê
Para tudo! Começa o casamento
Para o noivo chegar 
Foi preciso o sargento.
Celebrado o casório
Todos se preparam
Continua a festança,
Dou uma escapulida
Vou fazer uma lembrança.
A procura de fatos,
Vou batendo retratos.
Adolescente é bicho danado
Faz  direitinho
Vai de lá, vem de cá
Faz tudo escancarado
Nada escondidinho
A quadrilha é dança bem antiga,
Tem a rainha do milho sem espiga.
E eu continuo só clicando
Os jovens se ajeitando 
E pro retrato vão posando.
Escola que se preza não esquece a união
Todos ficam juntos celebrando o São João
Alunos, professores, comunidade no salão
Unidos revivendo a tradição.
A blogueira se despede com grande emoção
Feliz com o trabalho e a colaboração
Dos Jovens que lá estavam na maior empolgação,
Comemorando os festejos juninos com amor e educação.

















Foi assim. Então espero que gostem das fotos, e muito obrigada pela confiança em permitir postar as imagens de vocês aqui. Sabendo que esse veículo de comunicação tem muito respeito pelos jovens e entendo o desejo que eles têm de fazer as coisas acontecerem com humor e sem medo de arriscar a felicidade. Apreciem, opinem e acreditem esse espaço é de vocês.


Maria dos Prazeres Pereira da Silva.

domingo, 12 de junho de 2011

Amor e felicidade, tem prazeres afrodisíacos

Dia 12 de Junho, véspera do dia de Santo Antônio, celebrado pela igreja católica. Mas pelo que parece as pessoas se ligam mais em outra comemoração.
Pois então, no é que 12 de Junho é comemorado o dia dos namorados. Esperamos os presentes e outras coisitas mais. 
A esta altura do campeonato, tem pensado no que você fez quando se casou, pois seu marido hoje nem lhe deu um beijinho? 
Ou está sem namorado?
 Só tem paqueras? 
O namorado não trabalha, portanto nada de presentes?
Existem outras questões, mas seja ela qual for, não podemos negar que namorar é muito bom. Iniciamos com coisas simples: beijinhos, abraços, amassos, sexo... quer dizer que isso não é gostoso? Imagina. Claro que nesse aspecto podem se discutir, mas o ato de amar carnalmente é bom demais. Por isso mesmo que, hoje não tenha medo nem raiva, esqueça a simbologia do  presente e seduza-o com prazer. O sexo, para os homens é o melhor presente, e parece também uma demonstração de afeto. Portanto, estando acompanhada, e na idade ideal, nada impede o sexo não é isso mulherada? Deixe a vergonha do lado e movimente-se, vista uma linda roupa feminina, prepare o ambiente e vá em frente. Nem sempre a passividade é necessária, seja ousada, aproveite o dia e o que se quer comemorar e se arrisque. Surpreenda o gato com uma nova posição, um olhar, um novo acessório;  um item as vezes faz toda diferença. Pense nisso.
Mas, se estiver solteira, não se desespere pois 12 de Junho vai sempre existir, e você não vai morrer se num for pintar esse clima hoje, então calma, relaxe e aproveite o dia de outra forma. Se o namorado, marido, paquera não estiver por perto, espere, quando ele chegar: APRONTE. A data é que menos importa, o que vale mesmo é ser feliz.
Por isso, nesse momento a dica é dê e sinta prazer, por que o prazer é uma conseqüência do momento de felicidade em que nos encontramos. E se você está feliz, causará felicidade em que vai estar a sua volta. 
Homens, vê se seduz mais, capriche nas preliminares e não decepcionem. 
 Aos casais gays, vocês sabem que a sociedade ainda não está preparada para carícias em público, mas não deixe de aproveitar na intimidade e no cantinho que vocês transformaram em "ninho de amor".


A proposta é que não só hoje, mas os outros dias também, o que vale é amar. E se o clima do dia ajuda, ótimo. Felicidade e amor é o afrodisíaco das relações amorosas. 

Maria dos Prazeres Pereira da Silva

  

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Todos os prazeres surreal

Quanto tempo né? Voltei, e como viajo no universo das artes, sou fã do mundo louco dos artistas e me vejo como tal, inicio o retorno falando de um louco e inspirador artista surreal. 
Surgindo em Paris nos anos  20, esse movimento que enfatiza o papel do inconsciente na pintura, totalmente influenciado por teorias psicanalíticas de Freud, e também o Marxismo, vem a tona conteúdos que nos revelam lindas e perturbadoras obras de arte. Tendo também  destaque no cinema e no teatro,esse movimento  até mesmo na escrita do nome é perturbador. 
Ao ficar diante de uma obra de arte que retrata uma criação surrealista ficamos pensando tantas coisas, que a possibilidade de ser real é loucura total. O seu artista mais famoso como Salvador Dalí, nos levanta o olhar e nos proporciona uma sensação inegável de loucos pensamentos. Ao tentar falar desse humano Dalí, me falta inspiração por ser tão perturbador seu estilo. Me vejo em seus relógios gigantes,  paisagens decotadas em troncos, barcos e chuvas que nunca "existiram", cabelos que são cachoeiras, enormes cabeças, medos e flores. É um mundo de pura viagem, loucura, delírios, um gozo na criação.
Quem em seu próprio real falaria assim? 
Por que os artistas sabem que a arte, como primeira manifestação de linguagem, nos faz "falar" diante de qualquer criação. Portanto, quem falaria como Dalí na arte senão por um meio tão inconsciente? 
Como essência pura que cheira a um néctar nunca produzido, uma arte que nos fascina em um suicídio embriagador, o surrealismo é como um vinho que em seu vermelho bebemos o sangue dos nossos ocultos desejos e deletamos por segundos nossa cruel realidade. 
Vou deixar vocês se deleitarem com Dalí, e dizer que é permitido nesse blog gozar nos mais ocultos dos desejos: a descoberta de Eu.








Maria dos Prazeres Pereira da Silva 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Modéstia sim, mas com prazeres e muitas alegrias

Ouvi a frase de que coração não envelhece. Que bom. Mas será que é verdade? Quando ainda estamos no ventre, as mães torcem para ouví-lo, nem que seja por uns segundos. Mas se ele se materializa... usamos cada frase para o nosso amigo do "peito". 
Meu coração tá dilacerado, se estamos sofrendo de amor. 
Meu coração tá doído de tantas saudades. 
Meu coração ficou murcho de tanto fora que ja sofri.
Ele quase saiu pela boca da surpresa que tive. E por aí vai. 
Vende-se esgoeladamente os méritos e decepções dada simbolicamente a esse órgão vital do nosso corpo. Logo ele ficou encarregado de domar, sentir e praticar o amor, a paixão, ele até dá os comandos ao cerébro de muitas de nós darmos vexames em situações de paixão e amor. Até o meu, que escrevo sofro, por que minhas colegas e amigas mulheres querem que o meu pobre coração advinhem seus pensamentos e escreva nesse blog, contra os homens, amigos nosso inseparáveis. Fale deles e só de sexo. Gente, mulherada controlem-se, é difícil deixar de ter assuntos contra "eles", mas quanto ao sexo... é assunto demais.
Mas, voltando ao coração, vocês visitantes do blog, vou avisando que eu adoro esse assédio, portanto resolvi organizar o espaço da seguinte forma:
Seundas-feiras -  Dicas e reportagens de autoestima e saúde.
Terças-feiras - Assuntos diversos.
Quartas-feiras - Adolescentes e adolescência
Quinta-feira - Pessoas que faz a diferença. (seja em Mipibu ou em outros lugares)
Sexta-feira - Sexo, sexualidade e assuntos afins.
Sábado - Culturas, movimentos culturais. 
Domingo - Descanço 
Espero poder cumprir esse cronograma, mesmo com a correria do dia, mas sabendo que pode dar tempo ou não. Então conto com atenção de vocês e a divulgação. Portanto vamos com calma, e amigas, meu coração num dá conta de falar e escrever só de sexo e contra os homens. Eles são carentes e precisam de nossa atenção. O coração deles é tão fraquinho. Quanto ao nosso, claro, vamos dando show de muitas alegrias, stresses, TPMs e tantas outras coisas. Mas, fazer o que se eles não vivem sem nós mulheres lindas, maravilhosas e deliciosas.

Maria dos Prazeres Pereira da Silva

segunda-feira, 21 de março de 2011

Prazeres sim, e daí? Se vendem eu quero!

Recentemente ouvi uma frase de que "sexo no país capitalista vende"!
Fiquei pensando se existir um lugar para vender sexo, como seria. 
Vamos ativar nosso pensamento: 
como seria a fachada? 
Que posição indicaria o nome do letreiro? 
Visualizando as zonas de prazer qual iria ilustrar a tabela de preços? 
Pensando em prevenção, que tamanho seria a camisinha da propaganda? 
Quais as fantasias preferidas iriam vestir os manequins expostos? 
Quem será que iria atender os consumidores e com que trajes?
É realmente pensando na frase, entendo porque tantas adolescentes grávidas, rapazes novos contaminados com DSTs, o índice de prostituição crescendo. Será que vale mesmo a pena banalizar o sexo? O ato sexual é algo tão íntimo, prazeroso, que não deveria ser tratado com banalidade.
Claro, que queremos debater esse assunto, mas não futilizar. 
Queremos ser cortejadas, desejadas, mas não como mercadorias.
Precisamos ser ousadas, inovar, mas não escancarar em todos os lugares o que usamos, gostamos ou estamos fazendo no momento do sexo. Em países capitalistas ou não o ato sexual não deveria ser tão vulgarizado. 
A arte da dança, da sedução, feita de forma íntima, não em músicas que transformam as mulheres em máquinas sexuais. É o que se ouve por aí, e obedecemos em coreografias que deixam os corpos como puro objeto de observação e comentários que se tornam insultos de tão grosseiros que são. Deveríamos decretar em nosso ego que não faríamos nada que não enaltecesse a nós mulheres.
Mas volto a pergunta: sexo vende mesmo? Sei não viu, prefiro pensar que sexo é bom mesmo praticado com respeito, carinho e com quem conhecemos. Se vende? Ótimo, façamos nós nossa tabela de preços, expondo em nosso corpo para quem nos ama, que nos tem como seres únicos, que o preço só paga quem nos oferecer amor, carinho, afeto e sempre, sempre, sempre o RESPEITO. Isso sim deve existir em nosso pensamentos e atitudes. 
Trocaremos essa frase de "sexo vende", por Sexo só com segurança e respeito. Nem precisa ser casada, mas se solteira meu bem, sexo só com quem se conhece.
Esse pensamento é brega? Então sejamos bregas, é bem melhor do que ser chiques, modernas e vulgares.
Elegância e modernidade está no pensamento e comportamento centrado e sem arrependimentos. Vamos evitar o aumento da prostituição.
Continuo afirmando: se vendem eu quero, mas quero com segurança e respeito, meu prazer vai ser melhor.
Isso é o que penso que quero compartilhar com você leitor. Nos veremos em breve.

Opine, mande sugestões o sucesso do blog depende de você.

Maria dos Prazeres Pereira da Silva

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Os prazeres da escolha e a escolta do silêncio

Ouvindo a música Cálice, composição de Chico Buarque e Gilberto Gil, presto atenção na letra forte e que cantada  nos revela o quanto difícil era viver na ditadura. Não diria que era, talvez devamos dizer que ainda é. 
O que é hoje ditadura senão o fato de vivermos a mercê da perseguição política partidária? 
De vivermos a mercê de não podermos expressarmos nossos pensamentos sem as mordaças clandestinas do silêncio? Vivemos em uma sociedade dita recheada de democracia, mas que democracia? 
Se você tenta em seu cálice se deleitar, ele é banhado em ouro para uns e vento para outros. 
Se você tentar construir seu cálice, ele é de concreto para uns e de barro para outros. 
Se tentar construir sua cidadania de cálice ético, ele desmorona ao alcunhar de qualquer moeda, como se todo ser humano tivesse seu preço. 
Temos que ter só uma linha de pensamento, ou construí-lo sem importar-se se ele vai durar ou não? 
A defesa do nosso interesse deve  estar em primeiro plano, ou silenciá-lo como a ditadura fez com o som do microfone do show de Chico, no cantar da música Cálice? Qual seria mesmo o comportamento diante de uma sociedade que nos implanta a dúvida, o medo, a chacina, os assaltos, a marginalização, o crescimento dos drogados, a falta de perspectivas entre os jovens? Aqui nesse espaço daria para citar todas? Não, claro que não. E nem quero fazê-lo, pois cresce ainda mais a indignação e a revolta de que enquanto mais ano se passa mais regredimos no comportamento humano. 
Tantas formas de incentivos e no entanto o que temos é pessoas descrentes e tomadas por uma concorrência desenfreada de tomar o lugar do outro. 
Onde está mesmo o pensamento de "afasta de mim esse cálice"? Qual é mesmo o sabor da bebida para esses mercenários ocupantes do massacre embutidos nos meios sociais? Mas não digo bem vindo ao Brasil, digo bem feliz do ser humano que mesmo diante desse terror ,ainda consegue se manter de pé e tenta perceber que ele ainda é racional ,e que olhando com o coração ele possa ocupar do sentimento ou instinto do animal não pensante, que só destrói a caça se ele se servir dela, e não tornar a sua caça uma subserviência da escravidão embutida em amizade. Que cada um pense no outro com um espelho de si próprio, sem perceber sinal de qualquer diferença. E que possa entender o crescimento social como trabalho de equipe e não uma mera ocupação de poder para destruir os que discordam do seu pensamento.
Sendo assim penso que quero "cheirar fumaça de óleo diesel" e "me embriagar até que alguém me esqueça". Será que eu existo? É muita petulância de minha parte achar que algo irá mudar. 
"Silêncio na cidade não se escuta". Felizes somos deixando-os pensarem que nosso silêncio é um sim.

Maria dos Prazeres Pereira da Silva

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Os prazeres de cada picadeiro

É assim, sem menos se espera eles chegam, vem de mansinho, com carros estranhos uma mistura de vários modelos de automóveis, pessoas diferentes. É mesmo fascinante ficar observando os bastidores desse espaço que não tem lugar para o ridículo. 
"Ah, o circo vem aí, quem chora tem que rir com tanta palhaçada..."
O circo, gente, tem não só o poder de encantar crianças como também os adultos, a felicidade de frequentar o espaço circense é saber que ali não tem lugar para o preconceito, por isso vamos lá felizes e cheios de esperança de sair em cada instantes fortes e gostosas gargalhadas.
Surgindo na China, passando pela Grécia e Egito, o circo surgiu há mais de 4.000 anos (quatro mil anos), mas assim mesmo há relatos de que no século VI a. C., no Império Romano houve espetáculos denominados circenses. No Brasil só no século XIX surge o circo com seus poderes e encantamentos.
Vamos ao circo sem querer saber da sua forma ou cor, tem os sem lonas, os famosos "tomara que não chova", os de lona mais montadas e desmontadas à qualquer tempo, os sofisticados que tem uma enorme estrutura. Mas todos tem o mesmo nome: CIRCO. Tendo o nome inspirado nas arenas em forma circular, o circo denomina o tempo de alegria, descobertas e suspenses. 
Como no passe de mágica arranca das cartolas o público,
monta-se na penumbra da mágica o terror do susto,
vamos todos em cordas bambas no ir e vir do passeio contorcionista.
A grandeza de sorrir dos anões
vendo os domadores minar os lançadores de espadas,
que acertam em cheio os corações das dançarinas de rumba.
Vamos esperando a hora da tão chegada pintura, que com rostos manchados de tintas chamamos maquiagem, vamos nós felizes palhaços viajando no mundo colorido e maravilhoso do circo.
Chega ao fim da lembrança o sonho de embarcar na transformação dos cuspidores de fogo,
Que com os malabaristas vão se indo em cortinas de aplausos que anunciam o fim do show, nunca o fim do espetáculo. Porque como toda persistência de vida vai de novo a noite esperando o novo e solene dia onde viveremos de novo a repetição do cenário, mas nunca a repetição do olhar.

Maria dos Prazeres Pereira da Silva